Cálculo na Vesícula: tudo que precisa saber para diagnosticar e tratar!
A vesícula se conecta ao fígado e à parte do intestino.

Cálculo na Vesícula: tudo que precisa saber para diagnosticar e tratar!

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Cálculo na Vesícula: A vesícula biliar se conecta ao fígado e à parte inicial do intestino delgado, o duodeno. Ela funciona como um recipiente para a bile, fluído líquido produzido pelo fígado que atua na digestão dos alimentos gordurosos. Pedra na vesícula, também chamada de cálculo biliar ou colelitíase, ocorre devido a um desequilíbrio na composição da bile. Isto pode ser causado pelo excesso de sais ou colesterol na bile, gerando cálculos de diversos tamanhos.

Os cálculos pequenos, por terem maior chance de migração pela via biliar, são os mais perigosos pois podem causar pancreatite aguda biliar (doença com alta morbidade). Os Cálculos grandes podem interromper a drenagem da vesícula biliar e causar a inflamação da mesma (colecistite). Por ficarem retidas na vesícula, causam dor intensa conforme a bolsa tenta expelir a bile, geralmente após as refeições gordurosas. O bloqueio pode levar a quadros inflamatórios e infecciosos.

Quais são os sintomas de cálculo na vesícula?

Os sintomas causados pela obstrução envolvem cólica biliar, caracterizada por dores intensas na porção superior direita do abdome ou epigástrio (porção central alta do abdome). Também pode ocorrer dor nas costas, mais precisamente entre as omoplatas. As cólicas duram por todo o período em que a pedra permanece no duto e podem ser acompanhadas por febre, náuseas e vômitos. O cálculo pode retornar para a vesícula, aliviando as dores. Existem, ainda, os casos assintomáticos.

Existem fatores de risco para cálculo na vesícula?

Sim, em geral, todos aqueles que sejam capazes de mudar a composição da bile. Entre eles estão dietas ricas em gorduras e carboidratos, dietas pobre em fibras, tabagismo, sedentarismo, diabetes, obesidade, sexo feminino (hormônios) e predisposição genética. Hipertensão e uso de determinados anticoncepcionais também são fatores de risco.

Cálculo na vesícula, como diagnosticar?

Existem alguns exames que auxiliam no diagnóstico. Inicialmente a visita a um gastroenterologista ou um cirurgião geral é a conduta mais prudente. Após ser realizada uma historia completa do paciente e um exame físico detalhado o especialista pode solicitar exames de sangue para avaliação de enzimas hepáticas e canaliculares (transaminases, GGT e Fosfatase Alcalina), enzimas pancreáticas (Amilase e Lipase), marcadores inflamatórios e infecciosos (leucograma, PCR).
A ultrassonografia é um exame de imagem com grande acurácia no diagnóstico de “pedras na vesícula” e tem a vantagem de ser um exame não invasivo e não radioativo.

Cálculo na vesícula pode causar complicações?

Sim. A colecistite aguda, quadro inflamatório com acúmulo de pus e peritonite, no
qual pode haver acúmulo de muco é uma complicação possível. Além disso, podem ocorrer fístulas, sangramento, infecções, pancreatite, icterícia (olhos e pele amareladas), entre outras.

Quais as formas de tratamento do cálculo na vesícula?

De maneira geral, o tratamento é determinado pelo médico após a análise criteriosa do quadro individual. Serão observados sintomas, tamanho das pedras, idade, peso e presença de doenças como colesterol alto e diabetes. O tratamento definitivo mais indicado é a cirurgia por videolaparoscopia, procedimento que requer um curto período de internação hospitalar. Pacientes com pedras maiores que 3mm e menores que 2cm e forem assintomáticos podem acompanhar com USG semestralmente.

É importante consultar o médico quando houver suspeitas de pedras na vesícula ou se surgirem os sintomas. Quanto antes obter o diagnóstico correto, mais fácil e rápido será o tratamento. Pacientes submetidos a cirurgias de emergência não dispõem de acompanhamento anterior para averiguar a ocorrência de outras patologias.

Após o procedimento cirúrgico, é recomendável que o paciente mantenha refeições balanceadas com bastantes fibras e pouca gordura. A prática de atividades físicas é benéfica, bem como parar de fumar. Mulheres devem procurar um especialista e rever o uso de pílulas anticoncepcionais.

Caso queira maiores informações procure seu médico.

Dr Marco Aurélio Lameirão
Cirurgia Geral e Videolaparoscopia
Consultório
Rua Coronel Moreira César, 160 sala 912
(21) 2611-0180

www.drmarcoaureliolameirao.com.br